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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Chama: O escândalo do dossiê, o embate pela reforma tributária e os amigões de Flávio

Equipe BR Político

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Em mais um episódio do podcast BRP Chama, nossos editores, Vera Magalhães e Marcelo de Moraes, comentam os principais assuntos políticos da semana. O primeiro escândalo é o dossiê produzido pela Ministério da Justiça e Segurança Pública contra servidores públicos classificados como “antifascistas”. A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, deu o prazo de 48 horas para que o ministro da Justiça, André Luiz Mendonça, explique o dossiê. O documento, que se aproxima do que era feito na ditadura militar, é um novo fator de estresse institucional e mais uma grave denúncia ao governo.

O alinhamento do ministro Mendonça com as falas do presidente Bolsonaro na fatídica reunião do dia 22 de abril vem na esteira da abertura de uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Assim como o ministro da Justiça, o procurador-geral da República, Augusto Aras, também está interessado na cadeira. O presidente estaria fazendo um leilão da vaga, usando suas prerrogativas para benefício pessoal. Para fala sobre a temática, nosso repórter Gustavo Zucchi conversou com o senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), que fará uma sessão secreta na sexta, 7, para que Mendonça explique o dossiê.

E segue o embate da reforma tributária. Nesta manhã de quarta-feira, 5, o ministro Paulo Guedes esteve em reunião com a Comissão Especial da Reforma Tributária. Guedes continua defendendo a “nova CPMF”, mesmo com o Congresso como opositor do novo imposto.

E para dar mais caldo às crises do governo, o caso Queiroz volta à tona. Em entrevista ao jornal O Globo, o Flávio Bolsonaro admitiu que o assessor pagava suas contas, mas negou que a origem do dinheiro fosse ilícita. “Querer vincular isso a alguma espécie de esquema que eu tenha com o Queiroz é como criminalizar qualquer secretário que vá pagar a conta de um patrão no banco. Não posso mandar ninguém pagar uma conta para mim no banco?”, disse o senador. E no bloco dos implicados na Justiça, está Geraldo Alckimin. A pedido da PF, a Justiça Eleitoral de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 11,3 milhões do ex-governador.

Enquanto isso, o Brasil se aproxima da marca de 100 mil mortos por causa da covid-19. Normalizamos os números da tragédia? E em mais um episódio, os editores se perguntam: e o ministro da Saúde?