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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Em 2015, Bolsonaro era defensor do Orçamento Impositivo

Equipe BR Político

Quando ainda era deputado federal, em 2015, o presidente Jair Bolsonaro era defensor ferrenho do Orçamento Impositivo. Segundo ele, o modelo permitiria que o Congresso não fosse mais alvo de “chantagem” do Executivo. Em 2015, em entrevista à jornalista Mariana Godoy, na RedeTV!, o então congressista chegou a elogiar a postura do presidente da Câmara à época, o deputado Eduardo Cunha, que lançou a ideia do Orçamento Impositivo como instrumento de pressão contra o Executivo.

Foto: Dida Sampaio/Estadão

“O que um parlamentar tem para negociar em Brasília? É seu voto. Esse Congresso melhorou muito em relação ao do passado, em especial graças ao atual presidente, Eduardo Cunha, que aprovou uma PEC, proposta de emenda à Constituição, que trata do Orçamento impositivo. Ou seja, o governo não chantageia mais o Legislativo para liberar nossas emendas”, afirmou Bolsonaro na entrevista.

 

Cinco anos depois, a postura de Bolsonaro é outra. Ele já mandou recado aos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, que não aceitará fazer qualquer acordo que conceda ao Congresso o direito de executar parte do Orçamento Impositivo. Essa disputa orçamentária entre o Planalto e o Congresso é pano de fundo para a convocação de protestos por parte de apoiadores de Bolsonaro para o próximo dia 15.