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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: o que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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As atitudes do presidente Jair Bolsonaro diante do coronavírus é tema de editorial do Estadão desta terça-feira, 17. “Até agora, o presidente da República não parece ter levado a epidemia a sério. Não se sabe se compactua com alguns de seus seguidores, que, nas manifestações do fim de semana, asseguraram que o coronavírus é uma “mentira” destinada a esvaziar os protestos. Mas o fato é que Bolsonaro, mais de uma vez, considerou que a reação mundial à covid-19 tem sido ‘histérica’ – como se os epidemiologistas de todo o mundo estivessem errados. Pior: nesta segunda-feira, em meio às críticas por seu comportamento inconsequente, Bolsonaro afirmou, com todas as letras e em sua gramática peculiar, que a orientação para que ficasse em isolamento, feita pelos próprios médicos da Presidência, conforme protocolos internacionais para casos como o dele, é nada menos que um ‘golpe’ movido por ‘interesses que não sejam republicanos.'”

O coronavírus também é tema de outro texto, que destaca a periculosidade da doença e as medidas tomadas pelo governo paulista. “Atravessar uma pandemia como essa com a menor carga de sacrifício possível não depende exclusivamente das boas ações governamentais. Elas são fundamentais, mas não são a panaceia para todos os males. Um bom quinhão de responsabilidade está nas mãos dos cidadãos. Aos paulistas cabe zelar por sua higiene pessoal, lavando as mãos e usando álcool em gel como recomendado pelas autoridades sanitárias, adotar a chamada etiqueta respiratória e, quando possível, ficar em isolamento social. Pelo volume de pessoas que insistem em levar a vida como se nada estivesse acontecendo, ainda não está clara a seriedade de uma crise que depende primordialmente do esforço individual para a vitória coletiva.”

As ações do Banco Central diante da crise também são foco de comentário do jornal. “O terror continua devastando os mercados, como um tsunami global, apesar das ações conjuntas anunciadas por governos do mundo rico, dos cortes de juros e das centenas de bilhões de dólares lançadas em operações de emergência. Em São Paulo as ações caíram de 12,53% no começo do pregão, na Bolsa de Valores, a B3, e de novo as negociações foram interrompidas. Acionado pela quinta vez em março na bolsa paulista, o circuit breaker foi usado também na de Nova York, ontem cedo, quando as perdas superaram o limite de 7%. Na Ásia e na Europa novos tombos já haviam marcado a segunda-feira, prenunciando a continuação do pânico da semana anterior. O temor de uma recessão, comentaram em São Paulo fontes do setor financeiro, impedia a recuperação das cotações. De novo a sombra da crise de 2008, a maior em cerca de 80 anos, escurecia os mercados em todo o mundo.”

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