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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

BRP Recomenda: O que dizem os editoriais

Equipe BR Político

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Neste sábado, 26, editorial do Estadão trata do repentino silêncio de Jair Bolsonaro após o advento do caso Fabrício Queiroz. “O contexto indica que o silêncio do presidente provavelmente se deva aos contratempos que ele, seus filhos, alguns de seus parlamentares de estimação e empresários simpatizantes enfrentam na Justiça. A prisão de Fabrício Queiroz, o notório ex-assessor de Flávio Bolsonaro, filho de Bolsonaro e hoje senador, parece ter sido o fato determinante para que ele afinal se recolhesse. Não se sabe o que o caso Queiroz pode revelar, mas há suspeitas de traficâncias diversas que podem comprometer a família presidencial – ao mesmo tempo que avançam inquéritos em outras frentes, alguns dos quais tocados por um STF que já demonstrou suficiente resiliência para resistir às estocadas bolsonaristas.”

Em outro texto, o jornal comenta as recentes pesquisas de popularidade sobre o presidente da República. “Ao chegar ao final de seu terceiro semestre, o governo de Jair Bolsonaro atingiu o pior patamar de avaliação, segundo a pesquisa de opinião feita pela Quaest e divulgada pelo site Jota no dia 22 de junho. Mais da metade dos brasileiros (54%) avalia o governo como ruim ou péssimo. Em fins de abril, a avaliação negativa era dada por 48% dos entrevistados e em dezembro do ano passado, por 32%. A pesquisa confirma, assim, que Jair Bolsonaro agride não apenas a ciência, as instituições e o Estado Democrático de Direito. Seu governo confronta o sentimento majoritário da população.”

O jornal também comenta sobre o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro com Fabrício Queiroz. E como foi estranha a decisão do TJ-RJ de manter o filho do presidente no foro especial, tirando seu caso de um juiz linha dura da primeira instância. “O que mais chama a atenção neste caso não é, no entanto, a decisão do TJ-RJ, que ainda pode ser revertida pelos tribunais superiores. A maior perplexidade decorre do comportamento do próprio Flávio Bolsonaro ao longo do inquérito, aberto em 2018. De lá para cá, o filho mais velho do presidente Bolsonaro não trouxe nenhum esclarecimento a respeito dos fatos investigados. Sua atuação no caso se limita a levantar insistente e repetidamente questões processuais. Desde o segundo semestre de 2018, quando o Estado revelou a existência do inquérito sobre supostas práticas ilegais no gabinete do então deputado estadual, Flávio Bolsonaro não enfrentou nenhuma questão substantiva do caso. Apenas tenta, de forma acintosa, paralisar as investigações.”

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