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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

59,2 milhões podem receber renda básica emergencial, calcula Ipea

Equipe BR Político

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Cerca de 59,2 milhões de brasileiros devem preencher os pré-requisitos para receber a renda básica emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais, intermitentes e empreendedores individuais aprovado no Congresso. A medida foi sancionada na noite desta quarta-feira, 1, pelo presidente Jair Bolsonaro. A estimativa é de pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). 

Renda emergencial será de R$ 600 a trabalhadores informais, intermitentes e empreendedores individuais

Renda emergencial será de R$ 600 a trabalhadores informais, intermitentes e empreendedores individuais Foto: Felipe Rau/Estadão

Nem todos os possíveis beneficiários, no entanto, estão no Cadastro Único, a mais ampla base de dados do governo federal para programas sociais. Dos estimados, cerca de 10,9 milhões, ou 18,3% do público potencial da medida não estão na base e a sua localização pelo governo será tarefa difícil, constata a nota técnica do instituto com o estudo realizado pelos pesquisadores Pedro Ferreira de Souza, Sergei Soares, Luís Henrique Paiva e Leticia Bartholo.

Dos cidadãos elegíveis a receber a medida de socorro a família vulneráveis, 17,8 milhões são beneficiários do Bolsa Família. Esses grupos devem receber a ajuda mais rapidamente porque são facilmente “rastreáveis” pelo governo, estimam. 

A partir dos dados, o Ipea calcula que a despesa com o benefício deve ficar entre R$ 74,8 bilhões e R$ 94,3 bilhões nos três meses de duração. A menor despesa ocorreria num cenário em que o governo não consegue localizar ninguém fora do cadastro. A maior, se dá no cenário em que todos os trabalhadores informais são localizados.

De acordo com a avaliação dos pesquisadores, o mais provável é algo no meio disso. Eles preveem uma realidade em que o governo conseguirá identificar metade dos que estão fora da base de dados, onde o gasto ficaria em torno de R$ 84,8 bilhões.

O governo planeja uma solução digital para que as pessoas de fora do cadastro possam preencher uma autodeclaração, que passará por um cruzamento de dados para verificar o direito ao auxílio

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