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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

61% são contra atos contra e a favor do governo durante pandemia, diz pesquisa

Vera Magalhães

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A maioria da população é contra a realização de manifestações políticas no curso da pandemia do novo coronavírus, sejam elas a favor ou contra o governo de Jair Bolsonaro. É o que mostra pesquisa feita pelo Ideia Big Data especialmente para o BRPolítico dos dias 2 a 4 deste mês, com 1.509 entrevistas feitas por meio de aplicativo mobile.

Bandeiras com brasão ucraniano são exibidas em ato pró-Bolsonaro na Paulista. Foto: Alice Vergueiro/Estadão

Em razão dos atos realizados no fim de semana anterior, o Ideia perguntou o que as pessoas achavam dos atos. Para 61%, não devem ser realizados protestos de nenhuma espécie durante a pandemia, para não promover aglomerações que podem aumentar a transmissão da covid-19.

As mulheres são o segmento mais preocupado com a realização de manifestações no momento em que a pandemia ainda não está controlada: 67% das mulheres disseram ser contra a organização de atos de qualquer natureza neste momento.

Outros 28% se manifestaram a favor da realização de atos em defesa da democracia. Foi dessa forma que opositores do presidente batizaram atos realizados nos dois últimos fins de semana. Uma parcela bem menor dos entrevistados, de 5%, disse ser a favor da realização de atos pela necessidade de defender o presidente.

Quando questionados de uma maneira geral a respeito de como se posicionavam em relação aos atos que começam a ganhar as ruas, 43% dos entrevistados disseram ser contra o governo, 26% a favor e 26% responderam que não são contra nem a favor.

O instituto também questionou os entrevistados sobre o uso, por parte de grupos que apoiam Bolsonaro, de símbolos associados a movimentos neonazistas ou da extrema-direita, como bandeira da Ucrânia ou as tochas usadas em ato em Brasília. Para 63%, o uso desse tipo de símbolo é ilegal e deve ser punido. Outros 16% atribuíram a eventual presença de símbolos que podem ser associados a movimentos extremistas como legítimos, pois fariam parte da liberdade de expressão. Mas 21% não souberam opinar sobre a questão, numa demonstração de que se trata de uma discussão que muitas vezes passa ao largo das preocupações da maioria da população.

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