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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

75% dos manifestantes em defesa das reformas

Equipe BR Político

De acordo com pesquisa feita pelo grupo de Políticas Públicas para Acesso à Informação da USP durante o ato convocado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, no domingo, 26, a defesa das reformas propostas pelo governo foi a principal motivação de quem aderiu à manifestação na Capital paulista. O motivo foi citado por 75% das 436 pessoas entrevistadas, segundo o Valor, que obteve os dados em primeira mão. Além disso, o apoio à operação Lava-Jato levou 8% dos manifestantes às ruas e o repúdio à atuação de ministros do STF, 6%. A contrariedade com a atuação do Centrão no Congresso motivou outros 6%. “É um recado eloquente ao Congresso”, afirma o coordenador do grupo de pesquisa, o professor Pablo Ortellado. “Surpreende as pessoas responderem que foram às ruas pelas reformas, especialmente quando isso inclui as impopulares mudanças na Previdência.”

Os pesquisadores da USP também traçaram o perfil dos manifestantes e identificaram uma rejeição de até 98% a veículos tradicionais de imprensa. Enquanto isso, a página do Facebook “República de Curitiba”, que dissemina conteúdo pró-governo, foi classificada como confiável por 44% dos presentes ao ato na Avenida Paulista. O público foi majoritariamente masculino (65%), com idades entre 35 e 44 anos (23%) e entre 55 e 64 anos (23%), branco (66%), com renda entre 5 e 10 salários mínimos (28%), com ensino superior (68%) e de religião católica (41%). Para Ortellado, em termos de público, os atos não foram nem grandes demais para serem considerados um sucesso, nem pequenos demais para serem lidos como um fracasso.