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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

78% são favoráveis ao inquérito das fake news, diz pesquisa

Equipe BR Político

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A maioria da população é favorável ao inquérito das fake news em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). É o que indica pesquisa feita pelo Ideia Big Data especialmente para o BRPolítico entre os dias 2 a 4 deste mês, com 1.509 entrevistas feitas por meio de aplicativo mobile.

Sede do STF

Sede do STF Foto: José Paulo Lacerda/Estadão

A ação apura a divulgação de notícias falsas e ameaças contra membros da Corte e seus familiares e tem o apoio de 78% dos entrevistados. Na opinião de 14% dos ouvidos, a investigação é autoritária e fere a liberdade de expressão, outros 8% não sabem.

Recentemente, empresários, parlamentares e blogueiros apoiadores do presidente Jair Bolsonaro foram alvos de mandados de busca e apreensão autorizados pelo relator do inquérito no STF, ministro Alexandre de Moraes. Nesta segunda-feira, 15, a ativista bolsonarista Sara Winter, que é alvo do inquérito das fake news, foi presa pela Polícia Federal (PF) por conta de ato no último sábado que lançou fogos de artifício contra a sede do Supremo.

Na esteira do inquérito, tramita no Congresso projeto que prevê regulação das fake news e o estabelecimento de punições para aqueles que não apagarem o conteúdo falso do ar. A proposta foi retirada da pauta na terça passada e deve retornar ainda nesta semana.

Questionados sobre o assunto, 82% dos entrevistados disseram que projetos como esse são importantes para evitar que crimes sejam cometidos em nome da liberdade de expressão. Para 12%, propostas assim são autoritárias e ferem o direito de livre manifestação na internet, outros 6% não sabem.

Quando perguntados sobre quem deve ser responsabilizado por conteúdos falsos ou difamatórios divulgados em ambiente virtual, a opinião dos entrevistados fica dividida. Para 35%, os administradores das páginas são os responsáveis pelo conteúdo, 22% dizem que os usuários, 8% afirmam que as plataformas (Facebook, Instagram, por exemplo) são as responsáveis. Outros 28% dizem que todos são responsáveis, 2% responderam que ninguém e 5% não sabem.

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