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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Doria volta a rejeitar ‘alinhamento’ e ‘coalizão’ com Bolsonaro

Equipe BR Político

Diretamente da China, onde está em missão oficial para “vender” o projeto de desestatização de São Paulo, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reforçou o distanciamento da dobradinha que no período eleitoral ficou conhecida como BolsoDoria. “O PSDB não tem e não terá alinhamento com o (presidente Jair) Bolsonaro. Nem alinhamento nem coalizão”, repetiu, em entrevista ao Estadão. Na avaliação do tucano, o presidente errou ao, novamente, dar sinais de que pretende disputar a reeleição em 2022. “É cedo para tratar esse tema. Tratar da questão eleitoral agora não vai contribuir em nada. Pelo contrário: vai prejudicar a obrigação dos governadores e do presidente, que é governar”, avaliou.

Ao lado de secretários e empresários, Doria participou na quinta-feira do evento de lançamento do escritório de negócios do Estado de São Paulo em Xangai e afirmou que seu governo tem a preocupação de ser “múltiplo” e não “isolado, autoritário, onde apenas uma pessoa manda, determina, comanda. Temos aqui uma equipe”. Ao comentar a posição do governo de que o País tenha um alinhamento total com os EUA, Doria alerta que é preciso ter cautela ao assumir posições que possam enfraquecer a relação do Brasil com a China. “É preciso ter cuidado com a relação com a China e estimular em vez de enfraquecer a aproximação. A China está em busca de novos parceiros comerciais para diminuir o efeito das medidas de retaliação do governo Trump. Essa é a melhor hora para o Brasil vir à China”, disse.

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