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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A arte de montar uma equipe

Marcelo de Moraes

É quase impossível manter em segredo todas as negociações para montagem de uma equipe de governo em Brasília. Com Jair Bolsonaro não está sendo diferente. Mas, em algumas posições estratégicas, o vazamento antecipado das conversas, antes de elas terem um desfecho, podem desgastar o novo governo.

A escolha do novo presidente do Banco Central é um exemplo disso. O convite para que Ilan Goldfajn permaneça no cargo já é público. E deixa a seguinte situação para Bolsonaro. Se Ilan não aceitar, parece que o presidente eleito foi rejeitado e quem assumir é imediatamente tratado como um plano B e não como o melhor nome. Como o presidente do BC já tinha dado várias pistas de que teria dificuldade para continuar no posto, talvez tivesse sido mais prudente ter ido, de cara, em busca de outro nome. /M.M.

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