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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A cólera de Herzog e Weiwei com a Amazônia

Alexandra Martins

Dois artistas de valiosos legados artísticos para a humanidade também estão preocupados com o desmatamento na Amazônia. Ambos são ativistas sociais: o cineasta alemão Werner Herzog, de 77 anos, e o artista plástico chinês Ai Weiwei, de 62. O primeiro, que conhece bem o bioma pelas gravações dos longas Fitzcarraldo (1982) e Aguirre, a Cólera dos Deuses (1972), pretende voltar à região não só por causa do trabalho, mas porque seu coração “está em casa na floresta”. “É uma grande catástrofe o que está acontecendo. Todos sabemos. Para mim, como adoro a Amazônia, é particularmente doloroso”, lamentou o artista à Folha. Herzog prepara um documentário sobre a tentativa frustrada de Henry Ford de construir uma cidade aos moldes americanos na selva tropical do Pará na década de 1920.

Cena do filme Fitzcarraldo (1982), de Werner Herzog, com o icônico barco na Amazônia

Cena do filme Fitzcarraldo (1982), de Werner Herzog, com o icônico barco na Amazônia. Foto: Divulgação

O chinês inaugura em outubro, em Londres uma exposição com peças de aço que imitam árvores queimadas pelo fogo na Amazônia, registra o colunista Ancelmo Gois, do Globo. “Diferentemente do que diz Ernesto Araújo, chanceler de Olavo de Carvalho, a questão ambiental não tem ideologia. Weiwei é perseguido pelo regime comunista de seu país. Sob ameaça de prisão, o artista não pode nem mesmo visitar a China (mora hoje com a família em Cambridge, na Inglaterra)”, registra o jornalista.