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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A despedida de Temer

Marcelo de Moraes

A dois dias de deixar o Planalto e passar o comando do País para Jair Bolsonaro, Michel Temer parece satisfeito com o resultado do seu período presidencial. Ele assumiu em 2016, depois do processo de impeachment sofrido por Dilma Rousseff. Denunciado, agora pela terceira vez pela Procuradoria Geral da República, Temer sofreu imenso desgaste junto à opinião pública. Mas, inegavelmente, liderou uma retomada – ainda que lenta – da recuperação econômica.  Em entrevista ao Estadão, ele disse que um “palpite” que daria para Bolsonaro seria o de aprovar a reforma da Previdência.

“É preciso aprovar a reforma da Previdência, porque completa-se um ciclo. Outra coisa que eu gostaria de fazer mais para frente seria a simplificação tributária. Mas o fundamental seria a Previdência. E eu não faria fatiada porque, cada vez que você propuser uma reforma da Previdência, terá resistências. Eu não estou fazendo pregação, porque parece até atrevimento dar palpite em relação ao governo novo. Mas, como opinião, se você pegar aquilo que já foi feito e levar para o plenário, fica mais fácil. Não tem como fugir dessa questão da idade, do corte de privilégios. Se começar do zero, é claro que haverá as mais variadas resistências”, disse o presidente, anunciado também seu futuro: “Vou viver comigo mesmo”.

 

 

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