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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A dupla de ‘desministros’

Equipe BR Político

Ao menos dois ministérios do governo federal estão nas mãos de titulares inimigos das áreas que comandam com postura comparável a ficcionais “exterminadores do futuro”. Como escreve a editora do BRPolítico, Vera Magalhães, em sua coluna no Estadão neste domingo, 24, o do Meio Ambiente tem Ricardo Salles cujo desempenho “é o desmonte da estrutura de fiscalização ambiental no País. Deliberada. Em comum acordo com o presidente. Resultou no recorde de desmatamento em uma década e na lambança no combate ao inédito vazamento de óleo nas praias brasileiras”. Exemplos não faltam: “o Ibama flexibilizou os critérios para multar serrarias que compram madeira ilegal, se estuda o fim da moratória da soja, projeto de lei que corre no Senado libera o plantio de cana na Amazônia, e o governo prepara medidas para permitir mineração em terras indígenas.”

O da Educação, Abraham Weintraub, com sua pretensão de youtuber e lacrador no Twitter, persegue professores, universidades que, segundo ele, abrigam “extensivas plantações de maconha” em seus campi, enquanto “o País segue sem saber qual é a proposta do MEC para a substituição do Fundeb, a partir de 2021.” A dupla age a mando do chefe, mas “neste momento, não adiantará a Bolsonaro terceirizar a responsabilidade para os auxiliares que escolheu e chancelou, como tem feito. A História carimbará em seu governo retrocessos em campos que impactam de forma brutal o futuro do País. A conta já começou a chegar”, conclui a colunista.

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