Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A estratégia de Bolsonaro nas investigações sobre Flávio

Equipe BR Político

O presidente Jair Bolsonaro já tem na ponta da língua o discurso a ser adotado quando for questionado sobre as investigações que atingem seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. A estratégia divide-se em três frentes: Primeiro, defender o “01” das suspeitas; seguido por criticar o Ministério Público; e, para completar o combo, atacar o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Na manhã desta sexta-feira, 20, foi isso o que o presidente fez ao deixar o Palácio da Alvorada.

Segundo Bolsonaro, o alto faturamento proveniente da loja de chocolates de Flávio é justificado porque o senador conhece muitas pessoas importantes que são seus clientes. “Desde o ano passado investigam o meu filho e não acharam nada”, afirmou.

De acordo com as investigações do MP-RJ, um esquema de “rachadinha” no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro bancou a compra de dois apartamentos em Copacabana e a participação do filho do presidente na sociedade de uma franquia de uma rede de chocolates. “Você já viu o MP do Estado do Rio de Janeiro investigar qualquer pessoa, qualquer corrupção, qualquer deslize, qualquer agente público do Estado? E olha que o Estado mais corrupto do Brasil é o Rio de Janeiro”, disse Bolsonaro a jornalistas.

“Vocês já perguntaram para o governador Witzel por que a filha do juiz Itabaiana está empregada com ele?”, acrescentou, em resposta irritada ao ser questionado sobre novos desdobramentos das investigações sobre Flávio. O juiz Flávio Itabaiana foi o responsável pelos mandados de buscas e apreensão e quebras de sigilo bancário, fiscal e de dados telefônicos dos envolvidos nessa investigação.