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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A ferrugem que destrói a máquina pública

Marcelo de Moraes

Não faltam exemplos sobre como a ferrugem dos maus hábitos, gastança, burocracia, incompetência e favorecimentos tem corroído as máquinas públicas dos governos federal, estaduais e municipais pelo Brasil afora. Hoje, em entrevista para a Rádio Guaíba do Rio Grande do Sul, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, descreveu como é difícil driblar os problemas históricos dentro da estrutura administrativa da capital gaúcha.

“A cidade de Porto Alegre paga muito mais servidores aposentados do que servidores na ativa. É um plano de carreira inadequado, uma estrutura nociva ao serviço público, onde os servidores entram com uma carga horária de 30 horas. Na capital, o servidor tem de entrar com uma carga de 40 horas”, diz. E acrescentou: “A gente acaba não podendo dar o mérito e melhorar a remuneração dos que merecem tendo servidores que, simplesmente por estarem na onda do estatuto, têm aumento permanente nos salários sem distinção entre quem trabalha mais, ocupa espaços de chefia, coordena mais tempo as equipes”, criticou. /M.M.