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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A força dos ‘quase-reformistas’

José Fucs

Em palestra para clientes do Banco Votorantim, na sexta-feira, 11, o cientista político Christopher Garman, da Eurasia, consultoria americana de avaliação de riscos políticos, disse que não dá para comparar as eleições de 2014 no Brasil com a atual. Segundo ele, em razão da insatisfação da população de menor renda e da classe média com o establishment, quem fizer isso pode cometer os mesmos erros de avaliação registrados nas eleições de Trump, do Brexit e de Macron.

Garman afirma que os candidatos quase-reformistas (Bolsonaro, Marina e Álvaro Dias) têm as maiores chances de surfar na onda de insatisfação popular e vencer o pleito, com 45% do total. Em seguida, vêm os reformistas (Alckmin, Maia e Meirelles), com 35%, e por último os anti-reformistas (Ciro, Lula, Haddad, Wagner), com apenas 25%.  / J.F.