por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A ilusão de quem acha que Bolsonaro ficará distante da reforma

Marcelo de Moraes

Depois da crise política entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia parecia que a reforma da Previdência estava irremediavelmente perdida. Depois de a Bolsa despencar e o dólar disparar, bombeiros políticos entraram em ação e um plano B foi traçado para retomar a reforma. Maia, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, cuidariam de tudo e Bolsonaro ficaria apenas ao largo. Na sua coluna no Estadão, o jornalista João Domingos acredita que é uma ilusão pensar que o presidente assistirá a tudo como uma espécie de “rainha da Inglaterra”.

“O afastamento de Bolsonaro das negociações da reforma pode até ser um sonho. Mas dificilmente ocorrerá”, escreve. “Qual presidente da República vai abrir mão de um programa como este para delegar tudo a seu ministro da Fazenda e aos dois dirigentes das Casas do Congresso? Difícil acreditar que vai. Se o fizer, entregará a chefia do governo a Maia, Alcolumbre e Guedes. Se transformará numa espécie de rainha da Inglaterra e passará a cuidar de viagens e cerimônias. E ainda ficará com a fama de que o governo só entrou nos eixos quando se afastou das decisões mais importantes”, acrescenta.

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