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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A ‘injustiça’ dos salários altos com tributação baixa no Brasil

Equipe BR Político

Enquanto o Legislativo busca uma fórmula de reforma tributária capaz de proporcionar maior “justiça social”, nas palavras de vários deputados, a UHY International, rede de empresas de auditoria e contabilidade, fez um estudo com 30 países, comparando os impostos aplicados a faixas salariais anuais de US$ 250 mil e US$ 1,5 milhão.

O levantamento mostrou que quem recebe altos salários no Brasil paga, em média, 32% menos impostos do que pessoas de alta renda em países que compõem o G-7 (grupo das nações mais industrializados do mundo, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e 31% menos que a média de pessoas nas mesmas condições na União Europeia, informa o Estadão.

Aqui, a faixa mais alta do Imposto de Renda tem alíquota de 27,5% e aplica-se a quem ganha a partir de R$ 4.664,68 mensais, não havendo progressão da taxa para salários mais altos como acontece em outras nações. “Nosso sistema tributário é muito injusto. Tributamos o consumo em vez da riqueza”, diz Monica Bendia, sócia da UHY Bendoraytes & Cia. Ela reforça que o modelo de tributação brasileiro incide de maneira mais dura sobre as faixas salariais mais baixas. “Quando a tributação ocorre sobre o consumo, taxando as empresas e os produtos, acontecem injustiças. O pobre e o rico pagam a mesma quantia em impostos no quilo do arroz, por exemplo”, compara.

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