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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A ‘olavização’ das PMs

Vera Magalhães

Não só a coordenação nacional dos movimentos de motins das polícias militares e um apoio mais do que velado da família Bolsonaro aos “grevistas” permite ver uma conexão entre os PMs e o bolsonarismo. Em julho do ano passado, o guru do governo, Olavo de Carvalho, anunciou que ministraria aulas de graça para policiais militares.

Foto: Reprodução/Youtube

A doutrinação ideológica de PMs para se alinharem ideologicamente ao bolsonarismo não é um movimento recente. Vem sendo construída paulatinamente. Em 2017, Bolsonaro e seu hoje assessor internacional, Filipe Martins, um dos principais expoentes da ala olavista dentro do bolsonarismo, já apoiaram fortemente o movimento grevista do Espírito Santo, que também se espalhou por outros Estados.

Aquele motim –não é correto chamar de greve, dado seu caráter inconstitucional, reiterado por unanimidade pelo STF– foi uma espécie de laboratório para o apoio bolsonarista a outro levante com características antiestablishment: a greve dos caminhoneiros, em 2018.

Ao apoiar os policiais militares e não condenar o aspecto ilegal da greve, Bolsonaro fomenta uma espécie e “neotenentismo”, na avaliação de agentes políticos e analistas: a fidelização das tropas armadas a ele, e não aos governos estaduais, às quais estão hierarquicamente subordinadas, e com os quais, também não por acaso, o presidente trava neste momento uma batalha.

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