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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: Anistia generosa

Equipe BR Político

“O projeto de lei de anistia de imóveis em situação irregular aprovado pela Câmara Municipal, proposto pelo prefeito Bruno Covas, sofreu mudanças profundas que o deixaram longe da versão original. Foi o caso do número dos imóveis beneficiados, que surpreendeu e deve chegar a 750 mil, em lugar dos 150 mil previstos. Entre eles, 600 mil regularizados automaticamente e 150 mil por meio da internet, mas sem necessidade de vistoria. E mais uma vez os templos religiosos, por pressão do numeroso grupo de vereadores evangélicos, estão entre os anistiados.

Numa cidade como São Paulo, que cresce muito e desordenadamente, esse tipo de anistia, que atinge principalmente proprietários em falta com o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), como acontece agora mais uma vez, não é novidade. Ocorre de tempos em tempos. O próprio Plano Diretor de 2014 previu tal medida. Mas dessa vez tanto os vereadores como o prefeito, que não se opôs como era de esperar às mudanças em seu projeto, parecem ter deixado a coisa ir muito longe. Muito além do que as características do crescimento da cidade tornam compreensível.”

Diz trecho de editorial do Estadão desta sexta-feira, 4.

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