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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: As escolas cívico-militares

Equipe BR Político

“Ao assinar o decreto que regulamenta a adesão ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, o presidente Jair Bolsonaro deflagrou um acirrado debate político sobre o tipo de ensino básico que seu governo pretende desenvolver. Com receio das implicações ideológicas dessa iniciativa, as autoridades educacionais do Estado do Espírito Santo, cuja rede pública teve o melhor resultado do País nas avaliações do Ministério da Educação em matemática e língua portuguesa, já informaram que não vão aderir. Por seu lado, o Ministério Público Federal da Bahia classificou essas escolas como “autoritárias”. Mas outras unidades da Federação, como Minas Gerais, Bahia e Amazonas, já adotam o modelo proposto e estão dispostas a ampliá-lo.

O presidente da Republica, Jair Bolsonaro, usa uma boina ao posar para fotos com estudantes do colégio militar de Brasilia

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Pela importância da iniciativa do governo, a discussão sobre as Escolas Cívico-Militares – cuja qualidade de ensino é atestada pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – só será inútil e prejudicial se for conduzida em termos ideológicos, e não técnicos. Originariamente, essas escolas foram criadas para oferecer educação básica aos dependentes de militares. Com o tempo, passaram a aceitar estudantes que não estão nessa condição, por meio de concursos públicos altamente exigentes. O programa anunciado por Bolsonaro e pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, mantém essa diretriz.”

Diz trecho de editorial do Estadão deste domingo, 8.