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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: Bolívia desgovernada

Equipe BR Político

“A ambição desmedida de Evo Morales lançou a Bolívia em uma crise política sem precedentes na história recente do país, que está à beira da anomia. Não fosse por seu apego ao poder e desprezo pelas regras mais comezinhas da ordem democrática, Evo poderia ser lembrado como o líder indígena que ao ascender à presidência ajustou a economia boliviana, gerou crescimento e reduziu substancialmente a extrema pobreza em seu país. No entanto, ao lançar mão de uma série de artimanhas legais para permanecer no poder – a última delas malsucedida, o que o levou a renunciar no domingo passado –, corre o risco de entrar para a história como mais um pitoresco caudilho latino-americano.

A Bolívia vive hoje o ápice de uma crise iniciada em 2016, quando Evo Morales se recusou a aceitar a derrota no referendo sobre a reforma constitucional promovida por seu governo a fim de incluir na Constituição uma autorização para que ele pudesse concorrer ao quarto mandato (2020-2025). O “não” venceu por 51% a 49%, ou seja, a maioria dos bolivianos rechaçou a tentativa de Evo dar um “golpe legal”.”

Diz trecho de editorial do Estadão desta terça-feira, 12.

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