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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: Bolsonaro descobre o Mercosul

Equipe BR Político

“O presidente Jair Bolsonaro passou a valorizar o Mercosul, falou em convidar a Bolívia para entrar no clube e até mencionou, brincando, a ideia de continuar na presidência do bloco por meio de um golpe. A brincadeira ocorreu em conversa com o presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, seu sucessor no comando rotativo da entidade. Os dois se encontraram na reunião de cúpula realizada na cidade gaúcha de Bento Gonçalves. Em discurso, Bolsonaro apontou a convergência entre a “renovação” do Mercosul e a agenda brasileira de abertura comercial. Algo mudou no Palácio do Planalto, desde o início do governo, e nesse caso a mudança parece ter sido para melhor. Um ano antes, depois do segundo turno da eleição presidencial, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, minimizou a importância do Mercosul e da Argentina para a nova administração brasileira. Nenhum dos dois, disse Guedes, era considerado prioritário.

Em menos de um ano o presidente Jair Bolsonaro pôde anunciar, em conjunto com os colegas do Mercosul, dois marcos na evolução do bloco. O primeiro foi a assinatura, depois de mais de 20 anos de negociação, de um acordo comercial com a União Europeia. Falta a ratificação de cada país, mas as longas negociações acabaram. O segundo marco foi o acerto com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.”

Diz trecho de editorial do Estadão deste sábado, 7.

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