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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: Confiança nos negócios

Equipe BR Político

“O declínio global da confiança nos negócios e instituições econômicas pode ser medido pelos protestos crescentes contra a globalização e pelas tendências protecionistas que tomam corpo desde a crise financeira de 2008. Segundo o Barômetro de Confiança Edelman 2018, 48% das pessoas não acreditam que nos negócios “se faça a coisa certa”. Preocupada com este cenário, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ativou neste ano a Iniciativa Confiança nos Negócios, que pretende reunir corporações, governos e a sociedade civil a fim de catalisar boas condutas corporativas, explorar incentivos de mercado e responder às expectativas da sociedade. Como seu primeiro fruto, a Organização dedicou o seu relatório anual sobre Empresas e Finanças ao tema<CF742> Fortalecer a Confiança nos Negócios.

“A intensificação da interconectividade, as desigualdades crescentes, a desaceleração da produtividade, a degradação ambiental, a corrupção, as inovações tecnológicas disruptivas e a reformulação das dinâmicas regionais-globais estão transformando o papel dos negócios na sociedade”, constata a OCDE. A confiança, definida pela Organização como “a crença de uma pessoa de que outra pessoa ou instituição agirá de acordo com suas expectativas de comportamento positivo”, é o elemento fundamental para o bom funcionamento de qualquer instituição. No âmbito dos negócios e finanças, as expectativas de bom funcionamento implicam fundamentalmente: (i) previsibilidade em compromissos que conduzam a benefícios econômicos; (ii) trocas justas conduzidas com integridade; e (iii) alinhamento com padrões éticos e valores sociais. A partir desse tripé, a OCDE explora como a confiança pode ser fortalecida em cinco âmbitos de atividades econômicas.”

Diz trecho de editorial do Estadão desta quinta-feira, 19.

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