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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: Cuidado com o setor externo

Equipe BR Político

“Soa um alerta nas contas externas, com o tombo do saldo comercial, um sinal a mais para o presidente Jair Bolsonaro moderar suas atitudes e evitar prejuízos para as exportações. Ficou em US$ 24,35 bilhões o superávit acumulado de janeiro a julho na balança de bens – itens como soja, minério de ferro, café, automóveis, sapatos e aviões. Em 2018, no mesmo período, o País havia alcançado um saldo positivo de US$ 31,16 bilhões. Foi um tombo de 21,85% em um ano. Saldos muito robustos na conta de bens têm sustentado a condição ainda saudável do balanço de pagamentos e, portanto, a segurança externa da economia brasileira. Manter segura essa área deveria ser um empenho constante das autoridades.

Como tem ocorrido há muitos anos, o superávit comercial contabilizado de janeiro a julho compensou em grande parte os saldos negativos nas contas de serviços (como transportes, seguros e royalties) e de rendas. Graças a isso, o déficit em transações correntes ficou, nesse período, em US$ 21,68 bilhões. Embora 76,84% maior que o de um ano antes, esse buraco foi facilmente coberto pelo investimento direto estrangeiro de US$ 45 bilhões em sete meses.”

Diz trecho de editorial do Estadão desta terça, 27.