por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: Falta de mandato

Equipe BR Político

“O bom funcionamento das instituições deve conduzir o País à necessária pacificação social, com distensão das polarizações, dos conflitos e das animosidades. Esse processo não é uma política de governo, mas constitui verdadeira finalidade de Estado. Não há desenvolvimento econômico e social possível num ambiente social sem paz, com ânimos acirrados. Mas esse caminho não é percorrido sem percalços e dificuldades. Qualquer avanço exige estratégia e sabedoria. E ressentimentos e desconfianças, criados às vezes inadvertidamente, produzem entraves que levam décadas para serem superados. A atual crise, longa e desgastante, não pode continuar sendo cultivada, sob pena de comprometer as gerações futuras a um desgaste intolerável. Há casos de que nos podemos valer para abreviar esse processo de cura política e moral, com benefícios indiscutíveis para a comunidade.

Na história recente, por exemplo, ficou famoso o Pacto da Moncloa, firmado na Espanha em outubro de 1977 por partidos políticos, sindicatos e empresários. O pacto, que consistiu em dois acordos, estabeleceu as bases para a transição democrática após a ditadura franquista. Diante de um país profundamente dividido – a Guerra Civil Espanhola, nos anos 30 do século passado, havia cindido regiões, cidades e famílias –, lideranças políticas e civis firmaram um pacto de pacificação, cuja estratégia central consistiu em deliberar paulatinamente as questões em aberto, começando por aquelas cujo consenso seria mais fácil de ser obtido”, diz trecho de editorial do Estadão deste sábado, 3.

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