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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: Incertezas na política de juros

Equipe BR Político

“Cautela é a palavra de ordem no Banco Central (BC), depois de baixar os juros para 4,50% e avançar mais um pouco em terreno estranho e talvez perigoso. Não se descarta um novo corte em fevereiro, mas será preciso enxergar bem melhor o caminho antes que se dê um passo adiante. Insegurança é uma das marcas, talvez a mais importante, da ata emitida ontem pelo Copom, o Comitê de Política Monetária do BC, seis dias depois de sua última reunião (Acesse aqui). Há novidades no sistema financeiro. Além disso, “faltam comparativos na história brasileira para o atual grau de estímulo”. Desses fatores nasce a incerteza sobre a reação dos preços: poderá o Copom, sem querer, jogar combustível na inflação?

Novidades no financiamento incluem a menor participação do Estado, o maior papel do crédito com recursos livres e a nova importância do mercado de capitais. Sem menção na ata, as mudanças com certeza incluem também a ação das fintechs e outras inovações derivadas da tecnologia. Falta verificar o impacto dessas mudanças na transmissão da política monetária. Alterações de juros chegarão mais rapidamente à ponta do sistema? Uma política mais potente produzirá efeitos muito diferentes daqueles pretendidos pelos integrantes do Copom?”

Diz trecho de editorial do Estadão nesta quarta-feira, 18.

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