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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: Juros, uma política com rumo

Equipe BR Político

“Com mais um corte de juros e perspectiva de nova redução antes do fim do ano, o Banco Central (BC) continua trabalhando para facilitar a recuperação da economia brasileira. Mas essa recuperação dependerá também de iniciativas do Executivo e de sua competência, nem sempre comprovada, na cooperação com o Legislativo.
Até agora, as ações mais seguras e eficientes têm partido mesmo dos administradores da moeda e do crédito. Isso se repetiu na quarta-feira passada, quando o Copom, o Comitê de Política Monetária do BC, cortou de 6% para 5,5% a taxa básica de juros, a Selic. Foi o segundo corte em duas deliberações consecutivas. Antes disso, a Selic havia permanecido em 6,5% por 16 meses. O comitê é formado por diretores do banco.

Três horas antes do anúncio do Copom, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) havia informado nova baixa de juros. A taxa básica passou do intervalo de 2% a 2,25% para a faixa de 1,75% a 2%, num movimento combinado com a injeção de US$ 128 bilhões no mercado. Na semana anterior, mais estímulos haviam sido confirmados pelo Banco Central Europeu (BCE), empenhado em dar algum impulso à cambaleante economia regional. As ações dos dois bancos centrais mais poderosos do Ocidente compuseram parte importante do cenário para a decisão tomada em Brasília.”

Diz trecho de editorial do Estadão desta sexta-feira, 20.

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