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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: Manipulação da realidade

Equipe BR Político

“Quando o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, em março, a competência da Justiça eleitoral para processar e julgar os crimes comuns que apresentam conexão com crimes eleitorais, houve forte oposição à decisão. O Supremo foi acusado de conivência com a impunidade, sob o argumento de que a Justiça Eleitoral não tinha como processar e julgar tais crimes. Ademais, seria o fim da Lava Jato, pois, segundo essas vozes, a Justiça Eleitoral não teria capacidade operacional para julgar tantos crimes. Essa oposição, aparentemente tão preocupada com a efetividade processual, teve agora revelado seu caráter imaginativo, distante da realidade. A Justiça Eleitoral, que seria despreparada, acabou de proferir uma sentença contra Fernando Haddad e outros réus, condenando-os por vários crimes.

Os fatos tratados no processo referem-se à campanha eleitoral de 2012, quando Haddad foi eleito prefeito de São Paulo. Cabe ainda recurso contra a decisão. O importante aqui não é tanto o conteúdo em si da sentença, mas o que ela revela: ao contrário do que se dizia, a Justiça Eleitoral tem capacidade para processar e julgar delitos penais”. Trecho de editorial do Estadão deste domingo, 25.

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