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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: Mídias sociais e desinformação

Equipe BR Político

“Campanhas de desinformação existem desde que existe a política. A diferença hoje é o potencial de viralização das fraudes nas redes sociais. O quadro será agravado tão logo se massifiquem os softwares capazes de produzir em segundos, sem custo, em qualquer dispositivo pessoal, aquilo que ainda custa milhões aos estúdios cinematográficos: vídeos falsos de pessoas reais – os chamados deepfakes. Riscos como esse são objeto de um estudo do Centro para Negócios e Direitos Humanos da Universidade de Nova York, Desinformação e a Eleição de 2020, focado nos Estados Unidos, mas cujo resultado pode ser generalizado para outros sistemas eleitorais (Acesse aqui).

Como disse em entrevista ao Estado o responsável pelo estudo, Paul Barrett, o Instagram, apesar de não ter recebido tanta atenção quanto Facebook, Twitter e YouTube como veículo de desinformação, teve um papel decisivo nas últimas eleições presidenciais e terá ainda mais nas próximas. Sendo uma rede de compartilhamento de imagens é o ambiente ideal para a proliferação de memes – imagens combinadas com algum texto de impacto -, os quais são, por sua vez, veículos populares para citações falsas. Em breve milhões de pessoas poderão receber – às vésperas de uma eleição, por exemplo – vídeos deepfakes de políticos falando aberrações ou praticando obscenidades e crimes.”

Diz trecho de editorial do Estadão deste sábado, 2.

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