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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: O Brasil na armadilha do 1%

Equipe BR Político

“O grande azarão da economia brasileira até 2022 pode ser a indústria, uma atraente aposta para quem se dispuser a um jogo muito arriscado. No quadro de previsões do mercado, o setor industrial se diferencia pela piora dos quatro prognósticos anuais a partir de 2019, segundo o Focus, o boletim semanal de expectativas baseado em pesquisa do Banco Central (BC). Para este ano, o último cálculo de produção industrial aponta um recuo de 0,47%. Uma semana antes o número já era negativo (-0,29%). As projeções para os três anos seguintes são todas positivas, mas em queda: de 2,75% para 2,48% em 2020, de 3% para 2,50% em 2021 e de 2,75% para 2,50% em 2022. Nos dois últimos casos, houve um recuo para as estimativas colhidas na pesquisa anterior. A expectativa de maior atividade setorial nos dois anos finais da série foi efêmera.

A fraqueza da indústria já tem comprometido o crescimento geral da economia. Em julho, o PIB foi 0,2% menor que no mês anterior, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Houve recuo da produção industrial e da agropecuária e crescimento apenas dos serviços. A perda foi de 1,1% na indústria de transformação. A construção teve desempenho igual e no segmento de eletricidade a diminuição foi de 3,6%.”

Diz trecho de editorial do Estadão deste sábado, 21.

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