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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: Onda de sarampo

Equipe BR Político

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para um surto planetário de sarampo, com epidemias devastadoras em algumas regiões. Em 2018, 140 mil pessoas morreram, a maioria bebês e crianças com menos de cinco anos, os mais vulneráveis à infecção. Os que escapam à morte sofrem alto risco de complicações, incluindo pneumonia, encefalite e deficiências vitalícias, como lesão cerebral permanente, cegueira ou surdez. O vírus pode ainda danificar a memória do sistema imunológico por meses ou mesmo anos, tornando os sobreviventes vulneráveis a outras doenças letais, como influenza ou diarreia aguda.

“O fato de que qualquer criança morra de uma doença evitável por vacina como o sarampo é um ultraje e um fracasso coletivo na proteção das crianças mais vulneráveis do mundo”, disse Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. Nos últimos 18 anos estima-se que só a vacinação tenha salvado mais de 23 milhões de vidas. Mas as taxas de vacinação estão estagnadas há uma década. Para impedir surtos, a OMS recomenda 95% de cobertura com duas doses de vacina em uma determinada comunidade. Mas em 2018 apenas 86% das crianças no mundo foram vacinadas e menos de 70% receberam a segunda dose.”

Diz trecho de editorial do Estadão nesta quinta-feira, 12.

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