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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: País cresce, apesar do governo

Equipe BR Político

“O Brasil voltou a se mover, puxado pela indústria, e produziu no segundo trimestre 0,4% mais que no primeiro. A melhor novidade foi o crescimento industrial, especialmente nos segmentos de transformação e de construção civil. Houve uma surpresa positiva, mas o País terá de avançar muito mais – e mais rapidamente – para criar vagas e eliminar as filas de desempregados. Melhor que o esperado, o resultado trimestral pouco alterou o cenário mais amplo. A economia avançou 1% em um ano e a perspectiva, agora, é de um resultado muito parecido com esse, talvez pouco melhor, nos 12 meses de 2019. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,1% em cada um dos dois anos anteriores e um resultado igual ou superior a 2% só deverá ocorrer em 2020. O País continua no fundo da crise iniciada há cinco anos, apesar da reação a partir de 2017. Seria necessário um avanço de quase 5% para um retorno ao pico atingido nos primeiros três meses de 2014.

Na melhor hipótese, a reação no segundo trimestre terá marcado uma inflexão, depois de um final de ano e de um começo muito ruins. O governo continua devendo, de toda forma, um desempenho econômico digno das expectativas indicadas por empresários na virada de 2018 para 2019, quando se montava a nova administração. Os primeiros seis meses de mandato do presidente Jair Bolsonaro desmentiram aquelas expectativas e, além disso, nada sério foi feito, além do avanço na reforma da Previdência, para garantir maior dinamismo econômico.”

Diz trecho de editorial do Estadão desta sexta-feira, 30.

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