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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: Reitores sensatos

Equipe BR Político

“Depois que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, ameaçou cortar verbas das universidades federais que, a seu ver, estariam promovendo balbúrdia em vez de fazer pesquisas, deputados bolsonaristas em algumas Assembleias Legislativas aproveitaram o argumento para pedir a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) com o objetivo de apurar “gastos excessivos” com docentes e “aparelhamento esquerdista” nas instituições públicas de ensino superior.

Apesar de entidades de docentes terem classificado a iniciativa como “atentado à liberdade de cátedra” e tentativa de “criminalizar” as gestões universitárias, em São Paulo os reitores da USP, da Unicamp e da Unesp agiram com sensatez. Em vez de resistir à criação de CPIs e deflagrar um debate corporativo, optaram por converter seus depoimentos em divulgação do que suas instituições estão fazendo. A estratégia foi duplamente bem-sucedida. Em primeiro lugar porque, sem confronto ideológico, os deputados bolsonaristas não puderam recorrer à demagogia. E, em segundo lugar, porque os dirigentes das universidades estaduais paulistas, apoiados em números, calaram seus críticos.”

Diz trecho de editorial do Estadão desta sexta-feira, 27.

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