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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: São Paulo em ponto morto

Equipe BR Político

“Instado no final do ano passado pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Conselho Nacional de Justiça a identificar obras públicas paralisadas ou atrasadas, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) publicou um primeiro levantamento em março e acaba de atualizá-lo. Segundo o novo balanço, há no Estado 1.591 obras paralisadas ou atrasadas, cujos contratos totalizam cerca de R$ 49,5 bilhões. As áreas mais afetadas, em quantidade de obras, são educação e equipamentos urbanos, cada uma representando cerca de 21% de todas as obras em atraso. Em seguida vêm mobilidade urbana (16%) e saúde (11%). Já em termos de volume de recursos, quase tudo está concentrado na capital, cujos contratos totalizam pouco mais de R$ 41,7 bilhões. Os cinco maiores contratos envolvem mobilidade urbana, especificamente o metrô. Só as obras na Linha 6 – Laranja perfazem um contrato de mais de R$ 23 bilhões.

Segundo o governo, nenhuma das obras indicadas no levantamento foi iniciada ou paralisada na atual gestão, e as obras paradas do metrô vêm sendo retomadas. Uma das concessionárias, responsável pela Linha 17 – Ouro, teve seu contrato rescindido por causa de atrasos no cronograma, além de ter sido multada e proibida de participar de concorrências públicas. Já a Linha Laranja, cujo valor do contrato responde por quase metade de todos os recursos comprometidos com obras atrasadas, foi abandonada pela sua concessionária por falta de crédito. Três grupos estão em negociações para assumir o empreendimento. Caso isso não aconteça até novembro, quando caduca o contrato, será necessária uma nova licitação. Desde março, 233 obras foram concluídas e 43 foram retomadas”, diz trecho de editorial do Estadão desta quarta-feira, 14.

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