por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A Opinião do Estadão: Uma indústria sem espaço

Equipe BR Político

“Condenada a mais um ano de estagnação, a indústria brasileira paga um preço muito alto por duas crises. No mercado interno, milhões de famílias cortam o consumo, o comércio fraqueja e as dificuldades do varejo desembocam nas fábricas. Do lado externo, a recessão na Argentina, terceiro maior parceiro comercial do Brasil, limita severamente as importações e contamina o setor industrial no Brasil. As exportações totais do Brasil ficaram em US$ 129,9 bilhões entre janeiro e julho, com recuo de 4,7% em relação a um ano antes. Na mesma comparação, as vendas externas de manufaturados diminuíram 6,5% e ficaram em US$ 45 bilhões. O valor vendido ao mercado argentino despencou a enormidade de 39,9% e chegou a modestíssimos US$ 6 bilhões. Mais de 80% dessas vendas são de produtos elaborados.

Os embarques de manufaturados proporcionaram 34,7% da receita obtida com a exportação de bens nos primeiros sete meses de 2019. Essa participação havia sido de 35,3% no período de janeiro a julho do ano passado. Já esteve na casa de 50% por um longo período, mas diminuiu sensivelmente nos últimos 10 a 15 anos. A indústria estaria em melhor estado se tivesse uma participação maior no comércio internacional. Disso resultariam, certamente, benefícios para toda a economia nacional”, diz trecho de editorial do Estadão deste sábado, 3.

Tudo o que sabemos sobre:

ArgentinaindústriaBrasil