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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A palavra é: soberania

Vera Magalhães

A crise amazônica trouxe definitivamente de volta à pauta uma discussão dos anos 1960 e 1970: a da soberania nacional. Em sua coluna, Eliane Cantanhêde mostra que, ao lançar a tese de internacionalização da Amazônia, o presidente da França, Emmanuel Macron, deu um discurso poderoso a Bolsonaro e levou a que os militares se unissem de novo em torno de seu governo. “Com o escorregão de Macron, todos perfilaram, bateram continência e respiraram aliviados por ter bons motivos para reverenciar o capitão que virou “comandante em chefe.” Ele manda, eles obedecem. Ele cobra soberania e patriotismo, eles adoram. Ele grita “a Amazônia é nossa”, eles fazem coro. O resto é passado”, escreve ela.

A defesa da soberania também atiçou o guru Olavo de Carvalho. Ao receber uma homenagem em Washington, ele defendeu que os militares ocupem a Amazônia como forma de defesa da soberania e afirmou que o Brasil saiu “ganhando muito” com a crise internacional pelo meio ambiente, pois o assunto acabou unindo o Brasil em torno de Bolsonaro, informa a correspondente do Estadão Beatriz Bulla.

Por fim, a Coluna do Estadão mostra que o Planalto trata como perigo real a perda de soberania sobre reservas indígenas como Raposa Serra do Sol –algo de que Jair Bolsonaro falou na live semanal desta quinta-feira. De acordo com um conselheiro do presidente, a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) abre brecha para que os índios pleiteiem a emancipação.