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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A preferência pelos extremos

José Fucs

A pesquisa Ibope/Estadão/Rede Globo, divulgada nesta terça-feira, 18, mostra que a margem de manobra para mudanças no tabuleiro eleitoral reduziram-se de forma substancial. A não ser que haja uma hecatombe, é difícil imaginar que Bolsonaro, pela direita, e Haddad, pela esquerda, fiquem fora do segundo turno. A tese do voto útil em um ou outro candidato parece prevalecer entre os eleitores e pode drenar ainda mais votos dos concorrentes até a eleição, em 7 de outubro.

As forças antipetistas estão se aglutinando em torno de Bolsonaro, que subiu mais dois pontos e chegou a 28% das intenções de voto. As correntes pró-Lula e antibolsonaristas se reúnem em volta de Haddad, que saltou 11 pontos e alcançou 19%. Bolsonaro garimpa eleitores de Alckmin, Meirelles, Alvaro Dias e Amoêdo, todos em queda, no campo de centro-direita e de centro. Haddad consegue segurar Ciro e ganha apoiadores de Marina, que desidratou, no campo de esquerda e de centro-esquerda. De quebra, ainda abocanha uma fatia dos que estavam à margem do processo. Ao que tudo indica, a eleição caminha para ser uma escolha entre os extremos, como reflexo da polarização política do País. / José Fucs