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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A saída para Bolsonaro é negociar

Marcelo de Moraes

Em sua coluna no Estadão, o jornalista João Domingos afirma que, mesmo se sentindo forte politicamente, Jair Bolsonaro não terá outra saída, exceto a de negociar com o Congresso, especialmente como presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se quiser aprovar as propostas de interesse do seu governo. “Quanto a Bolsonaro, mesmo que ele venha a se sentir o dono do mundo por causa do acordo Mercosul/União Europeia, por ter enfrentado Macron e Merkel, ou pela afinidade ideológica com Donald Trump, é o Brasil que ele preside. Pode demitir um ministro forte como Santos Cruz sem maiores problemas. Ele é o presidente. E num presidencialismo sem coalizão. Mas, quando se trata da relação com o Congresso, não tem outra opção a não ser negociar. Melhor: não tem outra opção a não ser negociar com Maia”, escreve o colunista.

“Foi o que ocorreu em relação aos decretos que facilitavam a posse de armas. Se Bolsonaro não tivesse recuado, seriam todos derrubados, assim como foi derrubado o decreto que aumentava o número de pessoas aptas a dizer o que era documento secreto e ultrassecreto. Em relação à reforma da Previdência, ela só andou tão bem porque o Congresso a adotou como parte de sua agenda positiva. Se tivesse ficado na dependência da articulação do governo, talvez hoje ainda estivesse esperando pelo exame de admissibilidade da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara a não já pronta para ir ao plenário”, reforça Domingos.

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