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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A sequência da Previdência

Equipe BR Político

Aprovada a reforma da Previdência no Senado, o momento agora já é de pensar na agenda econômica que virá na sequência. Da mesma maneira que no governo anterior, a aprovação da regra do teto de gastos foi importante para começar a organizar as contas públicas.

“O ajuste estrutural das contas públicas brasileiras passa por três passos. O primeiro foi o teto dos gastos (aprovado em 2016, no governo Michel Temer) e que já produziu um freio de arrumação em termos de gastos públicos, limitado à inflação”, avaliou o economista-chefe do banco Safra e ex-secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, em entrevista ao Globo.

Neste sentido, para ele, o passo seguinte precisa ser dado no sentido de avançar na contenção das demais despesas obrigatórias, como o funcionalismo, com a reforma administrativa e outras medidas de mais curto prazo.

“Mas todo mundo sabia que esse passo (teto de gastos) era insuficiente se não fizéssemos a reforma da Previdência, que é o segundo e mais importante passo do ajuste fiscal. Aprovada a Previdência, tirando a questão do ajuste nos estados, é preciso fazer um terceiro esforço na agenda estrutural que é a contenção dos demais gastos obrigatórios”, disse.

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