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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A ‘taxa de oxigênio’ de Pezão e Cabral

Equipe BR Político

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse em depoimento nesta terça-feira, 27, que seu sucessor no governo estadual, Luiz Fernando Pezão, recebia propina em contratos da Secretaria de Obras. Cabral está preso desde 2016, e deu depoimento ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal, nesta tarde. Segundo o Estadão, Cabral admitiu que mantinha um esquema de propina com as grandes empreiteiras, enquanto Pezão recebia recursos de grupos de médio porte. “Essas empresas médias ficavam no âmbito do Pezão”, disse. De acordo com Cabral, o esquema de propinas era chamado de “taxa de oxigênio”. O Ministério Público afirma que essa “taxa” equivalia a 1% do valor do contrato, porém Cabral disse que esse porcentual por vezes foi maior. O ex-governador também disse que Pezão e o secretário de Obras Hudson Braga lhe prestavam contas a respeito do esquema de propina.

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