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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A tensa entrevista de Bolsonaro

Vera Magalhães

Foi tensa a entrevista de Jair Bolsonaro à editoria-sênior do Washington Post Lally Weymouth. A entrevistadora retomou declarações antigas de Bolsonaro, muito abordadas na campanha presidencial, acerca de mulheres, comunidade LGBT e a ditadura militar. Ele respondeu da maneira que costumava fazer: atribuiu as declarações mais controversas a brincadeiras e voltou a defender a ditadura militar, dizendo que ela salvou o País. Esse conjunto de perguntas desembocou num debate entre ambos sobre o papel da imprensa. “Você acredita em tudo que sai nos jornais?”, perguntou Bolsonaro. “Eu cresci na mídia impressa”, respondeu a jornalista. O presidente brasileiro, então, disse que não questiona a imprensa norte-americana, mas que no Brasil os jornais “são todos iguais”.

Na parte em que tratou da reforma da Previdência, Bolsonaro foi mais assertivo que em entrevistas à imprensa brasileira. Disse que se ela não passar isso significará colapso econômico para o Brasil, que ela tem de ser feita no primeiro ano e que é inevitável.