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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

A voz é de outro porteiro, aponta laudo de áudio em condomínio de Bolsonaro

Equipe BR Político

A voz do porteiro que autorizou a entrada do ex-PM Élcio de Queiroz no condomínio Vivendas da Barra, no dia do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes, não é a do funcionário que mencionou o presidente Jair Bolsonaro, morador do condomínio, aos investigadores da Delegacia de Homicídios (DH). A conclusão é do laudo da Polícia Civil obtido pelo Globo e publicado nesta terça-feira, 11.

O documento é assinado por seis peritos. Segundo o jornal, o laudo também atesta que o áudio da portaria não sofreu qualquer tipo de edição e que a pessoa que autorizou a entrada de Élcio no condomínio foi o policial reformado Ronnie Lessa. Élcio e Lessa estão presos desde março de 2019 sob a acusação de terem cometido o crime.

A perícia no áudio da portaria atestou que foi um outro funcionário que interfonou para Lessa. Em depoimento à polícia, o porteiro pivô do caso relatou que “Seu Jair”, referindo-se a Bolsonaro, havia liberado a entrada de Élcio em 14 de março de 2018, dia dos dois assassinatos. Segundo ele, o ex-PM havia pedido para ir à casa número 58, onde vivia o então deputado federal e atual presidente da República. Segundo registros na Câmara, na data, Bolsonaro estava em Brasília.