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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Abin recomendou isolamento a Bolsonaro diante da pandemia

Equipe BR Político

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Em documentos enviados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ao Palácio do Planalto entre os dias 27 de abril e 13 de maio, período em que o País já havia sido atingido pela pandemia do novo coronavírus, o órgão recomenda o isolamento social e alerta para a falta de leitos de UTI e a elevada subnotificação de casos de infectados e mortes por insuficiência de testes de diagnóstico. As observações feitas pela Abin em mais de 950 páginas indicam um discurso bem diferente do adotado pelo presidente Jair Bolsonaro no combate à covid-19. Os documentos foram obtidos pelo Estadão.

A Abin faz, desde março, diagnóstico da situação da pandemia no País e um mapeamento de casos da doença no exterior. A agência afirmou, no começo de abril, que decretar rígida quarentena foi determinante para achatar a curva de casos na Espanha, Itália, França, Alemanha e Reino Unido.

Na reunião ministerial de 22 de abril, Bolsonaro reclamou que não recebia informações suficientes dos órgãos oficiais e disse preferir ter seu próprio serviço de inteligência. “Sistemas de informações, o meu funciona. O meu particular funciona. Os que têm (sic) oficialmente, desinformam”, disse o presidente, na ocasião. “Prefiro não ter informação do que ser desinformado por sistema de informações que eu tenho.”

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