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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Abram alas para as domésticas no carnaval

Equipe BR Político

O ministro Paulo Guedes deu na semana que passou a deixa para este carnaval. Enquanto empregadas domésticas não vão à Disney nem com dólar depreciado, contrariando a tese do titular de Economia, a resposta ao raciocínio do economista já está nas ruas em forma de fantasia dos foliões. Em sua coluna neste domingo, 16, no Estadão, a editora do BR Político, Vera Magalhães, acrescenta mais um item à falta de tato do ministro exposta em declarações atravessadas. “Não pode ser atribuída só à falta de tato retórico a reiteração de declarações atravessadas do ministro: ele está claramente pressionado e desgostoso com o ritmo dos seus projetos, e não pode culpar quem deveria”, afirma.

“O duro é que a conjuntura internacional, com um surto do novo coronavírus cujos alcance e duração não são possíveis de estimar, e o calendário local, com eleições logo ali, não prenunciam que as coisas vão melhorar depois da Quarta-Feira. Dependerá da articulação política, que, por ser naturalmente desconjuntada, precisa da atuação direta de Guedes. Se ele não sair dessa maré braba, e rápido, a euforia da virada de ano terá sido como a felicidade do pobre. Ou das domésticas, que não conseguem viajar nem para Cachoeiro do Itapemirim, quem dirá para a Disney”, conclui.

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