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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Ação política’, diz Gleisi sobre ‘caixa-preta’ do BNDES

Equipe BR Político

Depois da divulgação, pelo Estadão, de que uma auditoria interna feita para “abrir a caixa-preta” do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como o presidente Jair Bolsonaro dizia com frequência ser uma das missões de seu governo, não apontou evidências de irregularidade ou corrupção, políticos petistas aproveitaram o gancho para criticar o discurso usado pelo presidente para fazer campanha contra o PT. “Quem paga por isso? Como reaver a reputação das pessoas? Era uma ação política de acusações orquestradas!”, disse a presidente do partido, Gleisi Hoffmann em sua conta do Twitter nesta segunda-feira, 20.

A auditoria em questão contou com um ano e 10 meses de investigação e custou R$ 48 milhões ao BNDES. De acordo com o relatório que resultou dela, divulgado no fim de dezembro, não há nenhuma evidência direta de corrupção em oito operações com a JBS, o grupo Bertin e a Eldorado Brasil Celulose, realizadas entre 2005 e 2018. 

A abertura da “caixa preta” do BNDES foi uma promessa de campanha de Bolsonaro, que aproveitou as controvérsias e denúncias envolvendo o banco nos governos do PT em sua campanha à Presidência. No início de seu governo, o presidente demitiu o então presidente do banco Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda do governo Dilma, afirmando que Levy não havia aberto os dados da entidade.

O deputado federal do PT Carlos Zarattini (SP), também comentou o assunto no Twitter.

Segundo informou a assessoria de imprensa do BNDES à reportagem do Estadão, além do relatório, de oito páginas, a auditoria entregou outro documento, “mais robusto”, às autoridades, que decidirão se usam o material.