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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Acerto de ponteiros

Equipe BR Político

Em troca de avançar do namoro para um casamento fiel com o Congresso, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, responsável pela articulação do Planalto, trata a nomeação de apadrinhados por parlamentares a cargos do governo federal dos Estados como uma espécie de dote. Com a entrada do governo no jogo político, os ponteiros entre Executivo e Legislativo devem se alinhar.

“Após seis meses, o presidente identificou que havia muitas pessoas nomeadas que não estavam alinhadas com governo, inclusive de esquerda. Ao constatar isso, da necessidade de se nomear pessoas alinhadas, ele tomou a decisão de, republicanamente, baseado em critério técnico e na necessidade de cada Estado, aceitar indicação de parlamentar”, afirmou em entrevista ao Estadão.

Segundo o ministro, algumas regras vão precisar ser respeitadas nesse processo. Por exemplo, não serão nomeados indicados que tiverem processo na Justiça. Além disso, por determinação do presidente Bolsonaro, nenhum dos cargos será em Brasília.