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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Admar foi contra abandono do papel para assinaturas no TSE

Equipe BR Político

Na segunda-feira, 25, o secretário-geral do Aliança pelo Brasil, Admar Gonzaga, defendeu a biometria como método de recolhimento de assinaturas para apoio de criação de partido e afirmou que irá fazer um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para autorizar o seu uso. No passado, no entanto, o advogado foi contra o abandono do papel no processo. Em maio de 2018, quando era ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gonzaga emitiu um voto em que considerou “inviável o abandono da ficha em papel” para a coleta de assinaturas para formação de um partido político. 

“É inviável acatar as sugestões das agremiações partidárias no que diz respeito ao abandono da ficha em papel em favor da informação que constar do Sistema de Apoiamento a Partido em Formação (SAPF)”, escreveu no voto.

O grupo que participa da criação do partido de Bolsonaro corre contra o tempo para tentar seu registro a tempo de participar da eleição de 2020. Anteriormente, Bolsonaro havia apostado no uso de assinaturas eletrônicas para conseguir as 492 mil necessárias para o pedido de registro. A sua autorização é objeto de consulta pública que será analisada no TSE nesta terça-feira, 26. No entanto, um dia antes da decisão, Gonzaga reconheceu que a assinatura eletrônica não facilitaria o processo e anunciou que a estratégia do partido seria outra: fariam um pedido pela validação por biometria. Ao Globo, o ex-ministro defendeu que a biometria é o único sistema que poderia dispensar a conferência de assinaturas em páginas de papel.