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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Adriano foi morto com 2 tiros de fuzil a 1,5 metro de distância

Equipe BR Político

O ex-chefe do Escritório do Crime, o ex-PM Adriano da Nóbrega, chegou ao IML de Alagoinhas, a cerca de 135 quilômetros de Salvador, com os dois pulmões destruídos e o coração dilacerado após ser atingido por dois tiros de fuzil disparados a uma distância de um metro e meio, segundo informações divulgadas pelo Departamento de Polícia Técnica da Bahia nesta sexta, 14.

“Eram dois disparos de arma de fogo. Teve um primeiro, que passou por baixo do peito, saiu rasgando o pescoço, e entrou na submandibular. Eu encontrei o projétil na região do pescoço. O segundo foi na região da clavícula. Esse aqui entrou e saiu nas escápulas. Essas foram as lesões provocadas por armas de fogo”, detalhou o perito médico Alexandre Silva. O laudo parcial divulgado pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia ainda aponta seis fraturas nas costelas.

O perito também encontrou uma área de equimose avermelhada no peito e uma lesão “cortocontusa” na testa – atrito que machuca e corta, como quando uma pessoa recebe, por exemplo, uma forte cotovelada ou um murro por exemplo. As equimoses são causadas por vasos rompidos, abaixo da derme, causada por uma superfície, quando Adriano ainda estava vivo. “Foi de forma passiva ou ativa? Não sei. Isso foi antes dele morrer”, acrescentou o diretor do IML, Mário Câmara. “Ele bateu, provavelmente, em alguma quina”, complementou.

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