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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Advogados de Moro reclamam de ‘omissões de contexto’ em fala de Bolsonaro divulgada

Gustavo Zucchi

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Tão logo a Advocacia-Geral da União liberou trechos da fala de Jair Bolsonaro na reunião ministerial do último dia 22, a defesa do ex-ministro Sérgio Moro se manifestou reclamando. Em nota, Rodrigo Rios, advogado de Moro, fala que a transcrição parcial mostra uma “disparidade de armas” e que, apesar da divulgação conter uma transcrição literal das declarações do presidente, traz “omissões de contexto” para se entender o que foi dito.

“A petição contém transcrições literais de trechos das declarações do Presidente, mas com omissão do contexto e de trechos relevantes para a adequada compreensão do que ocorreu na reunião –inclusive, na parte da “segurança do RJ”, do trecho imediatamente precedente”, afirma Rios. “De todo modo, mesmo o trecho literal, comparado com fatos posteriores, como a demissão do diretor-geral da PF, a troca do superintendente da PF e a exoneração do ministro da Justiça, confirma que as referências diziam respeito à PF e não ao GSI”, disse.

A defesa do ex-ministro defende que o vídeo da reunião seja divulgado na íntegra. Já Bolsonaro, por meio da AGU, quer que apenas 20 minutos da gravação sejam levados a público. A Advocacia-Geral da União enviou na noite desta quinta-feira, 14 um manifesto ao STF pedindo que o trecho transcrito seja liberado e explicando que o presidente da República se referia a segurança de seus familiares feita pelo Gabinete de Segurança Institucional.

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